sábado, 1 de março de 2008

Vá com Agry e saboreie a comida moçambicana



O blog da Agry White procura mostrar alguns traços sócioculturais que identificam o povo mocambicano e outros povos que tiveram influencia portuguesa no contexto colonial. Partindo da gastronomia e até a representação visual.
Permita-me citar, o que consta no blog "tal como outros, penso que é preciso preservar e revitalizar o património culinário contra a invasão das 'cozinhas bárbaras' que ameaçam invadir os próprios lares, com a chamada comida de plástico."Veja no Navegando com os Sabores
No seu argumento Agry, acredita que "é impossível falar da cozinha moçambicana, omitindo a colonização e a consequente repressão cultural."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

A feminização do alcoolismo e a realidade do quotidiano


Segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas(Cebrid), o número de meninas viciadas no alcool aumentou nos últimos tempos. A Fernanda Aranda, caracteriza o estilo dessas mulheres engajadas neste vício, para alguns aspectos em que a Randa aponta podem casar-se com a realidade moçambicana, ela menciona a questão do "visual calça jeans, miniblusa, cabelos longos e bolsas coloridas era maioria nas rodinhas, mas as meninas não só invadiram os bares, como também as estatísticas de problemas com a doença” Leia aqui.
Contudo, alguns traços merecem ainda desenvolver, é o caso das tchunas babes que invadiram o mercado visual das meninas e até certo ponto as senhoras mocambicanas, ainda a autora menciona a questao das doenças, que de certa maneira podemos inferir associando este vicio com HIV-SIDA.
Pretendo sublinhar os seguintes pontos, o relacionamento do visual com as viciadas de bebidas alcoolicas, a feminização deste vício. Portanto, as meninas estão num contexto em que há uma interacção com rapazes, onde podem partilhar as bebidas alcoolicas e as vezes sendo uma iniciativa de ambas partes. Imperiosamente há que levantar questões do tipo causal, para saber realmente o que está por detrás desse aumento.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

REFLEXÃO SOBRE A EMANCIPAÇÃO DA MULHER MOÇAMBICANA: Uma reacção ao artigo da Linette Olofsson




(O Artigo da autoria de António Antique apresentado no Reflectindo Sobre Mocambique no ano de 2006 achando interessante trazer aqui para debate sobre a questao da mulher, as relacoes de genero que tem sido debate do a dia).


Por António Antique

A chamada à reflexão é oportuna e reflectir é lembrarmo-nos primeiro, do trajecto percorrido e projectarmos o trajecto a percorrer no âmbito da emancipação da mulher. Concordo plenamente com a Linette que a emancipação da mulher é o dever dos homens e o direito das mulheres. Tal dever nosso, eu também como homem, não significa fazermos ao que até hoje fazemos – uma emancipação de o inglês ver – que na realidade significa termos a mulher como flores ou para convencermos ao mundo que lutamos pela igualdade. Nós temos que abandonar as posições que das mulheres usurpamos, deixar a mulher a ter a mesma “maioridade” que nossa.
Lembro-me que nos meiados da década 80, um administrador dum posto administrativo em Nampula, disse em conversas que nunca deixaria à sua mulher a trabalhar fora da casa, isto é, a tomar um trabalho remunerável. Contudo, trata-se de um homem que tinha que ter mulheres ao seu lado nas suas “banjas”. Esta experiência, penso que exige-nos a reflectir sobre o que é emancipação. Será trabalhar para emancipação da mulher, quando fazemo-la representante em trabalhos não remuneráveis e sobretudo tocar “elulu” (alaridos em macua) para mobilização ao poder do homem, prejundicando nas suas actividades de subsistência?

Mais um caso de reflexão, foi um despacho do Ministro da Educação, em 2004. No despacho se impunha ou se impõe, pois que nunca ouvi que o fora revogado, que as raparigas grávidas deviam ser expulsas do curso diurno ou da escola.

Primeiro, nesse despacho não dizia nada sobre os rapazes que engravidam, provavelmente são em número superior se se pudessem detectá-los.

Segundo, a tal medida não tem em conta à situação dum grupo vítima do homem. Afinal quem engravida as raparigas? Entre elas é que não. Então, porquê penalizar à vitima?

Terceiro, a medida não deu/dá conta que prejudica a toda uma sociedade. Parece que até hoje, nós homens não entendemos que o combate à pobreza absoluta passa primeiro pela educação da mulher ou usando uma expressão mais simples que o combate ao analfabetismo passa primeiro pela educação da mulher. Talvez podessemos provar os dois casos: um agregado familiar onde a mulher tem salário ou o contrário; um agregado familiar onde a mulher sabe ler ou o contrário.

É sem fundamento o argumento de que uma rapariga grávida na escola, constitue um escandâlo. Como professor e director de diferentes escolas já tive alunas grávidas e não escapei a aplicar a tal medida, embora na altura fosse informal, mas tive uma boa experiência em 1984, quando estando prestes a retirar da escola uma rapariga por motivos de gravidez, uma professora e irmã de caridade me aconselhou que a deixasse fazer os exames da sexta-classe. De facto, ninguém se sentiu escandalizado excepto umas duas pessoas que queriam usar ou abusar o poder para reduzir o número de moçambicanos e, em particular, de mulheres com o nível da sexta-classe.

Porém, dá para reconhecer que Moçambique não é dos piores países quanto à luta pela igualdade entre os homens e as mulheres. Em algumas áreas, por exemplo, na política, Moçambique é estatísticamente melhor que muitos países economicamente melhores como por exemplo a França, Estados Unidos da Ámérica, Itália e Portugal. Moçambique ocupa hoje o 100 lugar dos países com maior número de legisladores. Moçambique tem uma mulher Primeira-Ministra; Uma mulher chefe duma bancada parlamentar, ministras, governadoras, delegadas provinciais do principal partido da oposição, etc. Essas são coisas que orgulham a quem é pela igualdade em direitos entre homens e mulhres, de quem luta pela emancipação da mulher. Mas reconhecendo a importância da igualdade e das tarefas da mulher, temos ainda um caminho longo a percorrer. Nós temos que nos lembrar que os países que em termos gerais estão no topo, quanto ao número de mulheres no Parlamento (Ruanda, Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, Holanda, etc.,) trabalham ainda arduamente neste âmbito.

Para que o nosso esforço seja efectivo, repito, nós os homens temos que deixar as mulheres a decidirem por si, porque elas são maiores precisamente como nós somos; a nossa sociedade deve priorizar à educação da mulher, porque só ela [educação] lhe permite à verdadeira emancipação. Precisamos de sair da teoria de igualdade de direito entre homens e mulheres à prática. A questão de quotação em todos sectores vitais, sobretudo no governo e nos partidos deve estar na ordem do dia. A quotação é melhor na medida em que ela é meta claramente definida para atingir. A quotação torna-nos conscientes, sobretudo a nós, homens, que tantos lugares são para se ocuparem pelas mulheres. Há que notar que a questão de quotação não tem a ver se um partido é da esquerda ou da direita. Na Suécia e noutros países nórdicos, quase todos os partidos aplicam este método.

A emancipação e a libertação parecem sinónimos, mas as vezes há que pensar na mulher como um ser como o homem em que libertá-la estariamos a crer dizer que estava encurralada ou encarcelada o que é verdade aplicá-lo hoje em dia este termo. Portanto, a sua co-participação na tomada de decisão e partilha dos direitos é imperioso.
Ainda, a mulher é vulnerável em todas as situações sociais, as vezes provocados pelos homens. E o mundo nos tempos actuais assim como nos recuados tempos históricos a mulher é associada à uma diferença, patecendo assim de cuidados, as vezes associada com fraqueza. Os fenómenos naturais assim como sociais ela é a primeira vítima como vê nas fotos acima. (Acrescenta Mussa Raja)

Mais informacao obtenha neste endereco do Reflectindo sobre Mocambique
http://www. comunidademocambicana.blogspot.com/



Linchamento em Moçambique uma realidade para observar


Linchamento é um simbolo da degradação do relacionamento entre os actors sociais assim como politicos.

Não sou perito na área, mas urge-me então em postar, por simples razão, o aumento dessa prática em Moçambique nas zonas Sul e Centro como epicentros notáveis. Mesmo com várias sensibilizações dentro das instituições ecleasiásticas falo concretamente das igrejas. A sua dimensão está na situação de alerta. Este fenómeno outros relacionam com a questão do realcionamento entre as autoridades policiais com a população, enquanto vê este fenómeno como uma “degradação moral”. Para outros ainda relacionam este fenómeno com a revolta ou as revoltas em que nos últimos dias registaram-se em Moçambique, Maputo em particular, remetendo à este a mesma causa dos linchamentos.

Este fenómeno tem sido observado com olhos sociolólogicos pelo professor Carlos Serra em Moçambique. Ainda mais pode aumentar o seu conhecimento sobre o assunto no Diário de um Sociólogo: www.oficinadesociologia.blogspot.com

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A revolta popular de Maputo: um despertar para alguns

A revolta popular de Maputo ocorrida no dia 05 de Fevereiro de 2008, marca um despertar para alguns que pensavam que o povo não está consciente.

Apesar deste fenómeno social, na sua realização no cenário encontramos os ditos infiltrados e malfeitores, talvez também os Xiconyocas usando as palavras antes do meu tempo, é assim como as revoltas e revoluções sao marcadas, há infiltrados com intensões pessoais e particulares deslocados de interesses da maioria se calhar, mesmo a revolução francesa dos Sanclothes houveram os infiltrados, assim como a revolta de Báruè.

Mas este assunto é bem abordado pelo Diario de um Sociólogo com professor Carlos Serra. Veja nos variados posts no: www.oficinadesociologia.blogspot.com

A caminho do Big Brother: o perigo da Informática

Esta temática é complexa, porque falar da informática remete-nos à um conjunto de elementos que estão associados a informática. Mas neste post pretendemos referenciar da informática na parte de utilizador da internet e os seus componentes.
A informática no seu todo, constitui um fenómeno dos últimos séculos. Os seus utilizadores são os bem aventurados, apesar deste ser um fenómeno que patece de análise espácio-temporalmente. Entretanto, nos últimos tempos, este tem sido uma agenda de muitos para conectar o mundo. A forma como é concebida difere de indivíduo para indivíduo, uns utilizam para fins comerciais, intertenimento e políticos enquanto outros para fins de carácter informativo que são na sua maioria os bloguistas, que por vezes dentro destes grupos há os blurbistas (do blurb palavra inglesa) e outros utilizam para a divulgacao da ciência.
O mundo caminha para o big brother como tem referenciado o professor Carlos Serra, onde corremos o risco de sermos controlado com a
informática até aos nossos passos com o nosso grande irmão. É assim como a informática e os seus utilizadores caminham. Esse caminho é ambíguo na sua subjectividade. Por um lado os que aproveitam para aceder ao mundo sobre a informação outros preocupam-se em usar este meio para transmitir informações do tipo blurb, ofensas ainda mais defamações, em nome da liberdade de expressão “mal entendidada”. Foi assim que um desconhecido tera colocado no You Tub imagens de defamação acerca de um professor. Este difundiu as imagens usando o sistema da Universidade de Dalhousie no Canadá mandando para cada professor, estudantes e funcionários. A informação continha imagens do professor e sua família, também um som pronográfico. Ademais no vídeo apresentava-se o comentário racista e defamatória sobre os muçulmanos. Ainda o desconhecido usava o nome do professor para mandar o vídeo ao corpo docente, estudantes e funcionários da Universidade. Numa entrevista ao professor sobre o caso, este declarava em não ter inserido o vídeo no You Tub. As hípoteses vão cada vez mais a cair na rede de conexão dos computadores da Universidade, enquanto para outros infere-se que o vídeo venha de um qualquer utilizador externo e um descontente. As autoridades consideram acto crime por defamação.

É assim como o big bother está a bater a porta, a informática alguns concebem para a malícia e outros para fins úteis.

Para mais informação veja no site da CAUT:
http://www.cautbulletin.ca/en_article.asp?id=369&section=198

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Angoche e o Sahara


Angoche e o Sahara, está postado no Angoche Parapato Oweto, veja e vá visitar!!!

O feminismo religioso mais uma revolução

Este é um tema sincrónico, as abordagens reflectem aquilo que é o actual cenário na questão do feminismo, concepções de Género e Relações do Género na partilha das oportunidades. Constitui inquietação desse minuncioso estudo o que está por detrás da onda de emergencia das organizações feministas religiosas. Portanto, feminismo é um movimento ideológico das mulheres que lutam pela igualdade de direitos. Esta igualdade que é o pão que por natureza devia ser partilhado em ambos os sexos. Esta proposição feminina remonta a tempos, mas durante muito tempo ficou escondido no sistema do mundo sem liberdade em ambos sexos. Com o contexto da “liberdade de expressão “ a mulher sentiu-se também a necesssidade de conquistar os seus direitos que a séculos estavam no cofre da verdade. Já no anos de 1960 que os pesquisadores feministas passam a desafiar o Judaísmo e o Cristianismo e mais tarde o islamismo. (GROSS, Rita, 1996). Essa viragem das pesquisas não passa de uma nova gama de mudanças da consciência a nível das instituições religiosas. A radicalização e a moderação destas estruturas religiosas tornam-se evidente. Enquanto a moderação de alguns na religião permite uma saída para afirmação e contestação das mulheres. Esse cenário notou-se em várias religiões e seitas. A afirmação das mulheres muçulmanas e as cristãs permitiu a essas, a criação de movimentos como meio de salvaguarda dos seus direitos, a liga feminina islâmica nos EUA, Egipto, e outros países do mundo são referência dessa afirmação. Na minha assumpção, esses movimentos seguem uma conjuntura da realidade em que as religiões encontram-se numa deterioração dos valores simbólicos e morais dos praticantes. Esses vivendo num contexto social em que a mulher é vinculada a tarefas específicas para servir ao homem, cuja esse enveredando o machismo esquece dos perceitos religiosos, partindo de pressuposto que os movimentos feministas religiosas não reivindicam sómente a posição nas catedrais e nas mesquitas mas também a posição política, mesmo que as relações de género definidas como um conjunto de referências que estruturam a percepção e a organização simbólica da vida social referências essas, que fazem um controle do acesso aos recursos de maneira diferenciada. (Scott, 1989).

Contudo, a revolução feminista religiosa centra-se nos seguintes aspectos:
O contexto da insserção das mulheres na vida social, económica e política
O colapso moral dos praticantes religiosos

(Prometemos trazer mais argumentos sobre o assunto)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Moçambique a caminho de Hollywood!!!!!!!!!

Depois do B C M, Banco Austral e outros casos do dinheiro. Moçambique pode ser apurado para palco de filmes do genero.
Os actores tambem são os clássicos diplomatas e endinheirados de sempre. Mais um caso abortado de desfalque de seis milhões de dólares? Veja no Diario de um Sociologo, http://www.oficinadesociologia.blogspot.com/
Veja tambem outros posts muito interessantes e tristes sobre o caso de crianças no camião.

Dança das bananeiras em Sanga, Niassa-Moçambique

A Dança das bananeiras em Niassa, Moçambique alusivo a temporada de ritos de iniciacao masculina.

A participação das mulheres e homens marca um momento mais divertido. As vezes o evento tem se realizado no periodo da tarde e ao pôr do sol. Passam casa em casa a dançar.

(A imagem fornecida pela Ariana Fogelman e Julio Mercader, com mais informação contacte www.ucalgary.ca/mercader)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Angoche não é sómente a história!


Angoche não é sómente a história, também é uma zona para turismo cultural, segundo este blog dos angochianos. Dá para visitar!

Com mais detalhes veja neste blog

www.parapatooweto.blogspot.com

Este tem por objectivo divulgar o potencial de Angoche em diferentes vertentes.

Diario de um Sociologo publicou um post com o titulo:

Alerta: reassentados em Mopeia recebem farinha de milho misturada com diesel

Ainda patece de pesquisas para apurar a verdade, veja no Diario de um Sociologo,

www.oficinadesociologia.blogspot.com/

Tambem tem outros artigos interessantes para ler e considera-los

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Obama e Ossama uma agenda B

A campanha eleitoral nos EUAs ganha lucidez graças à duas figuras: Obama e Hillary Clinton, por um lado a questão da raça e outro lado a equidade de genero na política. Não é o propósito deste post, pretendo com este, dar um olhar especulativo daquilo que será agenda B, quando o afro-americano Obama que nestes últimos dias ganhou mais vontade e energia de continuar neste play game político, a vitória no South Carolina e aderência no seu website e o encorajamento fizeram mais um homem que ameaça aos que tem medo de Ossama Bin Laden em que logo no início deste jogo político, alguns confundiram-no com Ossama a mas ultrapassou por causa deste não ter barba e turbande. Alguém questionava aqui em Calgary, "este Obama não é Ossama?",.
A minha questão é, Estados Unidos da América constitui referência nos tempos modernos pelas as suas acções intervencionistas. Entretanto, nas campanhas tanto do Bush nas eleicoes anteriores e essas eleicoes para o caso desses republicanos e democratas, não cantam (vam) o hino de intervenção nas suas campanhas. Talvez quando ganhar ser do mesmo estilo de Bush que esqueceu dos problemas internos. Não será o mesmo com Obama? Ainda que o confundem com Ossama, este tem uma agenda B ou não para tratar do assunto intervenção e ditadura moderna.

Então se Ossama está contra George W. Bush e o seu governo, será que este não vai criar laços fortes com Obama e reactivar a amizade histórica que este teve com os EUAs nos passados tempos?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Africa para os africanos e o Canadá para todos

Canadá é um país em que se insere na história do mundo Ocidental, por razões geográficas. Enquanto a África, um continente em que o mundo dos sábios pesquisadores, exploram o seu aparato histórico, sócio-cultural. Essa curiosidade surge no âmbito do considerado "continente exótico" no contexto civilizacional.
Recuando para os tempos do protonacionalismo africano encontramos alguns ditos como a de Marcus Garvey, onde inspirando-se nas teorias rácicas e protonacionalistas clamava o retorno do negro ao seu continente que é Africa. O que de certa maneira Garvey, situava questão raça e espaço. O negro para África e o branco para Europa, América e mais. Garvey tinha por objectivo com a ideia "volta para África" o afastamento dos europeus para fora deste continente, significava uma vitória para autoridade dos africanos. Com o seu Movimento UNIA-Universal Negro Improvement Association, fundada ou consolidada em 1914, Garvey conseguiu mobilizar uma maça de negros africanos para uma consciência africanista. Apesar de ser um movimento nacionalista rácica, este venerava alguns elementos eclesiásticos que serviram como ferramentas morais para a mobilizacão e construção de uma pequena elite educada em África, principalmente na África Austral.
No contexto actual, a situacao mudou tanto africana assim como, dos americanos onde a ideia da América para os americanos está enterrada nas lixeiras das bibliotecas ocidentais e nas conservada nas bibliografias ditas “história universal”. Notando-se um boom de circulação para intercâmbio sócio-cultural, económico e até político devido a vários factores como: a globalização, políticos e sócio-económicos. O Canadá, não é excepção, onde se cruzam diferentes grupos sociais, culturais, rácicos, étnicos e religiosos. A liberdade, o respeito à integridade individual assim como, a colectiva são as características mais notável do dia-a-dia. O africano, chinês, japonês, árabe, e muito mais, respeitam esses preceitos do país. Conferindo com os dados do Censo realizado em 2001 os Canadenses ocupam 39,42%, o resto são diferentes etnias. Entretanto, o lado da África o caso de Mocambique onde nos últimos tempos tem registado a presenca de diferentes grupos estrangeiros muitos mais Orientais, e uma circulação de muitos africano vindos dos países dos Grandes Lagos leva a crer que há uma nova dinámica no continente africano. Alguns líderes o caso do Khadafi no seu radicalismo africano clama sobre autoridade dos africanos no seu continente. O que é de louvar, porque no mundo fora deste continente, onde a circulacao de pessoas é livre, há respeito na integridade individual e colectiva, o que não se verifica no continente africano onde a chefia desse continente está em duas mãos, isto é, a divisão do poder de decisão está nas autordades de doação e o governo interno. Assim, directa ou indirectamente contribui para a pobreza psicológica. Não sou apologista de colaboração unilateral africana e interna, mas h’a que repensar na colaboração externa, a circulação de pessoas tendo em conta os preceitos Estaduais, havendo assim, o respeito a integridade individual e colectiva, o respeito à lei como acontece no Canadá.

(Episódios daquilo que vivi e vivo)
Este é meu ponto de vista pode sofrer de crítica ou acréscimo das ideias. Ainda mais pode ser rectificado quando houver um equívoco.
Mussa Raja

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Julio Mercader, Record dos Recordados

Este post pretendo mencionar a figura de um arqueólogo africanista, em que a minha pessoa admira por várias razões: Primeiro a forma de trabalhar e encarar a arqueologia em África, explicando-se pela forma de interacção com as comunidades locais, os pontos de vistas mais cientificadas, as abordagens mais moderadas e descobertas em que esse senhor teve nos últimos tempos. Julio Mercader, trabalha em Mocambique desde 2003 em Arqueologia da Idade da Pedra Média, director de um projecto arqueológico e cultural, afasta-se do ocidentalismo em termos de abordagens. O mencionar aqui neste post, enquadra-se nas minhas inquietações científicas ainda como curiosidade. As ciências sociais no geral o HOMEM é partilhado como objecto de estudo. Entretanto, essa partilha as vezes transcende a objecto indo mais para a forma como adquirir esse objecto, remetendo-se neste caso na metodologia. Arqueologia e Antropologia para o caso das Universidades americanas não disjunção, daí que o Mercader viajando neste dilema as vezes transforma-se num autêntico antropólogo. Recentemente, Mercader publicou um artigo que aborda do Chimpanzee e uso de pedra a 4. 300, fazendo assim, uma parte de record de 2007 em arqueologia.

(Autorizado por Mercader, www.ucalgary.ca/mercader)

Mussa Raja

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A musica uma questao para responder

Por: Mussa Raja

Qual seria o essencial da musica? Sera que gostamos da musica ou do musico.
Qual seria o proveito da musica nacional ou regional continental ou ou...?

Essa questao aparece no momento em que muitos tentam reconquistar a sua identidade via musica. Muito certo.
A musica de Salif Keita, e outros musicos africanos sao exemplos.
Convido caro amigo leitor para comentarios

A viagem e o seu proveito simbolico

Por: Mussa Raja

O proveito de alguem, estudante ou ou ... que viaja para um determinado lugar de ferias, passeios e mais. Merece identificar o aparato socio-cultural local, se tiver museus visita-los, ir ao cinema, conhecer novas caras , interaccao de conhecimentos, bibliotecas, comer comida local mais representativa, ir a shoppings se tiver, a praia, ao teatro se existir e outros
Que caro leitor pode acrescentar

Democracia ou Capitalocracia?

Este título aparece como uma questão, mas na realidade devia ser afirmação, justifica-se pela forma como o conceito democracia mudou e da forma como esta é encarada pelos detentores do poder do dinheiro. Dos dados que até agora o mundo utliliza para definir a Democracia são recorridos na Idade Clássica Ocidental, onde a Atena ocupa uma posição extrema na referência deste fenômeno político. Aceita-se a dinâmica que este ganhou nos períodos históricos até ao nosso tempo. Como dizia Camões “mudam-se os tempos, as vontade (...) todo mundo é composto de mudanças.” A democracia que é o poder do povo, virou para o poder dos ricos que comandam a política, estatisticamente falando são a minoria.
No contexto geral, a questão da democracia nos últimos tempos é discutível, seja qual espaço fôr, países africanos, europeus, americanos e asiáticos, a liberdade, o poder de escolher a quem o povo apetece, está sendo manipulado pelos jogadores de política. Esses atletas quando aproximam as eleições transformam-se em milionários, entram no campo onde esses acabam todos vocábulos que tem a ver com as promessas. Quando ganham ou perdem o jogo viram de inimigos da massa. Ainda outros reclamam votos contra o árbitro que virou moda em todo mundo. Esperamos nos EUAs este ano com Obama, Clinton, Edwards, ou os republicanos. Quando alguns ganham se não estão na linha dos detentores do poder de dinheiro, pode sofrer de sansões até ser retirado com apoio de rebeldes. Recentemente a BBC, CNN apreesntava o caso de South Carolina onde as máquinas de votação não estão a funcionar bem, alguns jornalistas colocando no rodapé do televisor “a democracia está ameaçada”, essa é a forma como a democracia no mundo moderno é vista. Não é o povo quem decide, mas pura e simplesmente um pequenito grupo de pessoas que aproveitam da inocência de alguns para manipular o sistema.

É assim a vida dos políticos e politica na actualidade

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Universidades, Diversidades e Massificacao

Por: Mussa raja

Universidade é o centro de conhecimento adquirido. Esse centro é de longo tempo histórico na sua gênese. Recuando para os tempos da escolásticas onde a educação tinha vertentes direccionais como: Espirituais e Científicos (podia ser profissionais ou científicos). No tempo contemporrâneo, o mundo conheceu uma nova dinâmica das universidades. Essa mudança verifica-se na diversidade e na massificação.
É neste contexto, que esse texto tem por objectivo problematizar, acima de tudo provocar aos que gostam de abordar esse assunto.
Partindo de pressuposto, que estas universidades diversas e massificadas já tem uma nova imagem que se relaciona com a quantificação para além da qualificação (quantidade para além da qualidade).
Ademais, argumento estende-se a conteudos dessas universidades. Assim, levanta-se a seguinte questão: De que maneira essas universidades diversificadas e massificadas vão responder as questões do mundo científico da geração daqui a cem anos?
O mundo actual vive no meio de Colégios, Academias Superiores, Escolas Superiores e Universidades (parecem diferentes) mas tem o mesmo objectivo, que é de formar o homem no ensino superior para “responder o mercado o que virou moda”. Portanto, para além das universidades estatais ja há muitas universidades privadas que é de louvar. Entretanto, a massificação não acompanha com a evolução do conteúdo. Em algumas universidades a massificação constitui uma economia para o país ou para a instituição e os chefes, istoe e, quanto mais estudantes tiver uma certa univeridade, maior é doação do padrão FMI e, maior é divisa no cofre da universidade. Assim, a vida das universidades vai indo ao abismo e esquecendo que a universidade tem por objectivo de formar o homem academica e socialmente competente, despindo o sensu comum e duvidando tudo para alcançar a verdadeira verdade. Com a massificação é possível alcançar essa verdade, mas não é com essa massificação que se plantou nos economicistas sem acompanhar com análise do conteúdo e seguimento dos passos a passo que nem o big brother referido pelo Carlos Serra na sala de aula em 2006, Maputo. Essa forma de seguimento de passos pode cair no risco de perdermos quadros nas universidades porque alguns de cientistas sao politicizados, e ainda algumas universidades são centros de produção de políticos sem se aperceberem.
As universidades politicizadas, cientistas não digo. Contudo, as universidades normalmente deviam ser instituições independentes com decisões próprias. O impacto disto encontramos na formacão de quadros incompetentes, corruptos e hipocritas.
A presseguição do diploma para o emprego não é só questao de África ou africana, nem esse discurso não é sómente fenómeno africano, tambem noutro mundo acontece, isto é, o mundo Ocidental e Oriental. A história triste é o que vivi aqui numa das cidades de Canadá, Calgary onde um jovem recém graduado de geografia não sabia situar geograficamente no mapa o meu pais Mocambique, ainda os colegas dele pensavam que Moçambique meu país esta na América do Sul..(Que triste história!)
Atenção não estou contra a massificação e sei que ninguem vai aparecer neste mundo de competição e concorrências a negar a ideia da diversidade e massificação das universidades. Mas, o problema reside na qualidade.
Também, o mundo conheceu a universidade como centro da moral. As universiades de alguns países virou de centro de anarquias a partir de aluno para docente, ainda centros de amoral.
Termino aplaudindo a forma como algumas universidades, consideram o que é universidade.

(Este texto está sujeito a críticas, e prometo trazer mais sobre o assunto podendo ressalvar alguns pontos e recorrigi-los dependendo do quotidiano e posteriores correcções de caros leitores).