Não podemos continuar a pôr questões políticas acima de tudo, afinal onde é que está o amor à pátria ou aquilo que os outros simplesmente chamam por patriotismo, chega de trocar trabalho com votos, o município e o país são nossos e para cuidá-los ninguém virá de fora.
Precisa-se, por outro lado, de disciplinar o mau e indigno comportamento da nossa polícia camarária que olha em tudo como fonte de extorção para satisfazer os seus apetites estomacais e de vária ordem.
Eliminando essa atitude estará a contribuir para um convívio salutar entre os transportadores privados e os munícipes, visto que, estes são o maior grupo alvo das investidas corruptas da nossa polícia e, em jeito de vingança dá naquilo que todos nós cidadãos pacatos vemos e sofremos, o encurtamento de rotas, ultrapassagens e manobras perigosas, velocidades fora do normal, tudo para reembolçar o dinheiro que foi com o agente da câmara municipal.
Cabe a vós também senhor presidente do município adoptar boas políticas que visam promover a educação cívica do cidadão, por este não estar isento de culpa na degradação da cidade. Essa educação deve incutir na consciência do munícipe a atitude de cuidar a cidade evitando urinar nas árvores, deitar lixo fora dos contentores e manter a cidade limpa tal como se fosse a sua própria casa, álias a cidade é também nossa casa.
Ao investir na área de educação cívica do cidadão estar-se-á criando condições para que o município tenha ar puro o que consequentemente proporcionará uma boa saúde aos seus habitantes, a educação cívica contribui também para acabar com a criminaldade e os acidentes de viação.
Nos primeiros anos após a independência nacional, uns testemunharam in locos e muitos de nós por via dos meios de comunicação, que muitos cidadãos não sabiam como viver na cidade por isso levavam consigo animais domésticos para os prédios, há relatos também indicando que faziam-se hortas no terraço dos edifícios, pilava-se nos andares dos mesmos, álias, foi apropósito disso que o escritor Mia Couto escreveu a crónica “Um pilão no nono andar”.
Todo esse comportamento aconteceu porque alguma coisa falhou no que concerne a consciencialização das pessoas quanto aos modos de vida citadina. É bem sábido que nem todos denotamos tendências urbanas muitos de nós temos uma inclinações campestres.
Foi nessa mesma ordem de ideais que Aristoteles o filósofo grego da antiguidade clássica nos seus escritos sobre A Polis disse que antes de levar o Homem à cidade é necessário submeter-lhe a uma certa formação para que melhor se integre nela.
Com uma forte política de consciencialização acabará a relutância dos munícipes em vender nos passeios da urbe, não haverá meninos da rua nem mendigos que vivem pedindo nas avenidas, uma atitude que mancha a nossa dignidade e a beleza desta cidade que é de todos nós.
E, trabalhando com afinco nunca mais a nossa cidade será mencionada nos relatórios internacionais como uma das dez cidades mais sujas do mundo. E nestas poucas palavras acho ser tudo quanto penso que deve ser feito para termos a nossa cidade ideal.
Portanto, dentro de dez anos queremos uma cidade melhor, e isto pressupõe a eliminação da maior parte dos problemas que assolam os munícipes.
fdaesperança@hotmail.com
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terça-feira, 8 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
A CIDADE QUE QUEREMOS TER DENTRO DE DEZ ANOS I
O presidente do conselho municipal da cidade de Maputo e o seu elenco, reuniram-se há dias com membros da sociedade civil para colher opiniões por parte destes sobre o tipo de cidade que se pretende dentro de dez anos.
Os participantes do encontro expuseram os seus pontos de vista em diferentes opiniões, mas com o objectivo comum de ter uma cidade melhor. Dentre os vários pontos de vista, dois grupos dominaram o debate, uns defendendo um crescimento vertical da cidade e outros um crescimento de forma horizontal.
Segundo o presidente municipal, esta política foi traçada em 2004 no início do mandato, faz parte das linhas prioritárias que tem como enfoque nos domínios da planificação, institucional, financeiro e prestação de serviços todos eles assentes em pressupostos que incluem a participação activa dos munícipes como parceiros de execução das diferentes actividades planificadas.
Nos últimos dias, a cidade de Maputo tem se beneficiado de uma série de reparações que se desdobram em diferentes tipos de arranjos, desde a reabilitação de jardins, estradas, passeios e pintura de edifícios.
Enfim, nota-se por parte dos nossos dirigentes municipais, uma vontade de devolver a beleza da nossa cidade, pode dizer-se sem dúvidas que a equipa está a trabalhar e isso não passa despercebido mesmo aos olhos de qualquer cidadão minimamente lúcido.
É de louvar esta boa iniciativa levada a cabo pelo presidente Eneas Comiche com o seu elenco. Nesse âmbito, penso que a equipa só sai a ganhar porque os munícipes vêem os resultados de forma apalpável e sentem-se parte contribuinte neste processo de ampliação e desenvolvimento da cidade. Pelo pouco que sei sobre o exercício de uma boa actividade politica, nada é melhor para um governante que satisfazer o prazer das massas.
O debate organizado pelo conselho municipal girou em torno da pergunta “Que cidade queremos ter dentro de dez anos”? . É uma boa pergunta senhor presidente e penso que todos munícipes difentemente das suas cores partidárias, crenças religiosas, raça etc, almejam uma cidade melhor, razão pela qual e porque o senhor conta com seu apoio nessa epopeia, estou optimista de que vão contribuir de diversas maneiras para tal fim.
Porém, sua excelência senhor presidente, para que tenhamos uma cidade melhor dentro de 10 anos é necessário em primeiro lugar e acima de tudo mais seriedade, competência e uma atitude de entrega ao trabalho por parte da sua máquina governativa. É necessário sanar todas formas de inviabilização e sabotagem do seu trabalho, é preciso cultivar nos seus funcionários o espiríto de honestidade e amor ao trabalho.
Para que Maputo desenvolva em dez anos, é preciso também, abandonar a atitude de engajar-se ao trabalho apenas nas vésperas das eleições. O ciclo de resolução dos problemas do município e do país em geral deve ser feito do primeiro ao último ano do encargo e não apenas no final de um mandato como se faz no país.
Continua.... II
Por: Felix da Esperaça fdaesperanca@hotmail.com
Os participantes do encontro expuseram os seus pontos de vista em diferentes opiniões, mas com o objectivo comum de ter uma cidade melhor. Dentre os vários pontos de vista, dois grupos dominaram o debate, uns defendendo um crescimento vertical da cidade e outros um crescimento de forma horizontal.
Segundo o presidente municipal, esta política foi traçada em 2004 no início do mandato, faz parte das linhas prioritárias que tem como enfoque nos domínios da planificação, institucional, financeiro e prestação de serviços todos eles assentes em pressupostos que incluem a participação activa dos munícipes como parceiros de execução das diferentes actividades planificadas.
Nos últimos dias, a cidade de Maputo tem se beneficiado de uma série de reparações que se desdobram em diferentes tipos de arranjos, desde a reabilitação de jardins, estradas, passeios e pintura de edifícios.
Enfim, nota-se por parte dos nossos dirigentes municipais, uma vontade de devolver a beleza da nossa cidade, pode dizer-se sem dúvidas que a equipa está a trabalhar e isso não passa despercebido mesmo aos olhos de qualquer cidadão minimamente lúcido.
É de louvar esta boa iniciativa levada a cabo pelo presidente Eneas Comiche com o seu elenco. Nesse âmbito, penso que a equipa só sai a ganhar porque os munícipes vêem os resultados de forma apalpável e sentem-se parte contribuinte neste processo de ampliação e desenvolvimento da cidade. Pelo pouco que sei sobre o exercício de uma boa actividade politica, nada é melhor para um governante que satisfazer o prazer das massas.
O debate organizado pelo conselho municipal girou em torno da pergunta “Que cidade queremos ter dentro de dez anos”? . É uma boa pergunta senhor presidente e penso que todos munícipes difentemente das suas cores partidárias, crenças religiosas, raça etc, almejam uma cidade melhor, razão pela qual e porque o senhor conta com seu apoio nessa epopeia, estou optimista de que vão contribuir de diversas maneiras para tal fim.
Porém, sua excelência senhor presidente, para que tenhamos uma cidade melhor dentro de 10 anos é necessário em primeiro lugar e acima de tudo mais seriedade, competência e uma atitude de entrega ao trabalho por parte da sua máquina governativa. É necessário sanar todas formas de inviabilização e sabotagem do seu trabalho, é preciso cultivar nos seus funcionários o espiríto de honestidade e amor ao trabalho.
Para que Maputo desenvolva em dez anos, é preciso também, abandonar a atitude de engajar-se ao trabalho apenas nas vésperas das eleições. O ciclo de resolução dos problemas do município e do país em geral deve ser feito do primeiro ao último ano do encargo e não apenas no final de um mandato como se faz no país.
Continua.... II
Por: Felix da Esperaça fdaesperanca@hotmail.com
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